Coleção Vaga-lume

Coleção Vaga-lume

Nos anos 90 essa série fazia muito sucesso. E as escolas adotavam essas leituras (para a nossa alegriaaaaa!) Eu li alguns destes clássicos e amei todos! Marcou a minha vida como leitora; e, digo mais: Me fez nascer como leitora. Meus preferidos são os do Marcos Rey. Quero adquirir alguns, já consegui uns em sebos, mas gostaria de ter toda a coleção,porque os livros são incríveis. Uma leitura bem leve, poucas páginas, com palavras simples, escrita para os adolescentes, mas não tem como os adultos amarem.

 

Conheça mais sobre a coleção Vaga-lume (Fonte: http://homoliteratus.com):

 

Era início dos anos 70.

Um vaga-lume usando boina e tênis estampava todos os livros da série Vaga-Lume, da Editora Ática, que, por sua vez, estavam presentes nas estantes de todo o Brasil.

Luminoso – o nome do vaga-lume em questão – apresentava os enredos dos mais de 70 livros lançados pela editora, se utilizando de expressões como “tudo joinha?” e “supimpa!”.

A série Vaga-Lume foi (e ainda é) um estrondoso sucesso, sendo uma das principais responsáveis pela formação de dezenas de milhares de leitores Brasil afora.

Eu sou um deles, e você provavelmente também é.

Por isso, reuni aqui algumas curiosidades sobre esta coleção, que em 2016 comemora 44 aninhos de vida e pura vitalidade editorial.

1. A série Vaga-Lume foi lançada pela Editora Ática na virada de 1972 para 1973, e é composta de romances voltados ao público infantojuvenil.

“A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré

2. A editora não divulga números, mas estima-se que somente a obra A Ilha Perdida, de Maria José Dupré, já ultrapassou a marca de 2,2 milhões de exemplares vendidos.

3. A série ajudou, e muito, a fortalecer e consagrar a Editora Ática, que recentemente informou que pretende relançar a coleção em formato digital.

4. Um dos maiores sucessos da série, O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), foi lançado primeiramente em 1956 como um folhetim da revista O Cruzeiro.

5. Inicialmente, a série se caracterizava pela presença de obras já consagradas, de autores idem. Já na segunda década após seu lançamento, tanto os textos quanto os autores passaram a ser inéditos.

6. Um destes autores inéditos era Marçal Aquino.

7. Quando foi convidado para escrever por Fernando Paixão, editor da série na época, Marçal era repórter do Jornal da Tarde e nunca havia escrito uma linha sequer para o público infantojuvenil.

“O escaravelho do diabo”, de Lúcia Machado de Almeida

8. Em contrapartida, outro escritor da série, Marcelo Duarte, nunca publicou nenhum livro de ficção fora da coleção Vaga-Lume. O jornalista, escritor e dono da Editora Panda Books publicou seus cinco livros de ficção na série, e vendeu mais de 240 mil exemplares.

9. Em 1980, quando foi informado pelos editores responsáveis pela Coleção Vaga-Lume sobre a tiragem pretendida para seu livro, um atordoado escritor de pseudônimo Marcos Rey não acreditou. Os editores da Ática reiteraram: 120 mil exemplares.

10. Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Nonato, era nesta época um escritor já reconhecido de contos e romances adultos, porém estava acostumado com tiragens que não ultrapassavam três mil exemplares.

11. A aposta em Marcos Rey foi alta – e certeira. O Mistério do Cinco Estrelas, de 1981, vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares. O autor escreveu o livro em dois meses.

12. Atualmente, porém, os mais de 15 livros lançados por Marcos Rey estão fora da coleção Vaga-Lume.

13. Um dos criadores da série, Jiro Takahashi, hoje editor do selo Prumo, da Editora Rocco, afirma que o sucesso da coleção se deu por conta de uma série de fatores, sendo o principal deles o baixo preço dos livros. Altas tiragens permitiam preços muito baixos, que por sua vez facilitavam a adoção das obras por escolas.

14. Outro ponto importante para a aceitação em sala de aula eram os encartes chamados Suplementos de Trabalho, que traziam atividades didáticas ligadas ao livro.

“O mistério do cinco estrelas”, de Marcos Rey

15. Milton Rodrigues Alves, um dos ilustradores da série, conta que, para ilustrar O Caso da Borboleta Atíria, passou muitas e muitas horas em um Museu de Zoologia. “Não tínhamos internet, e a melhor maneira de saber a forma de um Dynastes Hercules era indo ao Museu”, conta Milton.

16. O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida, já virou filme.

17. E O Escaravelho do Diabo não é o único. O Mistério do Cinco Estrelas (1981), O Rapto do Garoto de Ouro (1982) e Um Cadáver Ouve Rádio (1983), todos de Marcos Rey, tiveram seus direitos adquiridos pela produtora RT Features.