MENTIROSOS - E. Lockhart

16/12/2016 10:30


“Somos Sinclair.

Ninguém é carente.

Ninguém erra.

Vivemos, pelo menos durante o verão, em uma ilha particular

perto da costa de Massachusetts.

Talvez isso seja tudo o que você precisa saber a nosso respeito.” (Pág. 13)

 

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  Título: Mentirosos

  Autora: E. Lockhart

  Editora: SEGUINTE

  Páginas: 272

  Classificação da leitura:

 

Ao terminar esta leitura fiquei louca para resenhar, porque preciso, necessito, careço que vocês leiam Mentirosos; sim, quero ser o mais redundante possível para convencê-los a ter a ótima experiência ao conhecer essa obra perfeita.

Nunca tinha experimentando uma sensação tão forte de ter de conversar com alguém que já tivesse lido um livro como ao concluir a leitura de Mentirosos, deu até vontade de gritar em altos pulmões nas ruas, assim: ALGUÉM AÍ JÁ LEU MENTIROSOS!!  Mas, acho que ficaria meio estranho (kkkk).

Existe uma página na Internet que foi criada para que aja interação entre os leitores de Mentirosos, a editora criou um espaço muito bacana para isso. E, para entrar na página tem que responder a pergunta secreta que tem a ver com um detalhe da narrativa. Na última página do livro tem o endereço do site e o pedido para que não contem detalhes da leitura para não estragar a experiência dos futuros leitores. Isso é para vocês terem a ideia de como a história é surpreendente.

O livro é narrado em primeira pessoa e há alguns contos paralelos intercalados na narrativa. É uma forma que autora criou para nos fornecer pistas sobre o mistério. Embora, seja escrito em prosa encontramos muitas metáforas na leitura; e, em algumas vezes fica até difícil saber se é literal ou não. E cada detalhe inserido na narrativa não está ali por um acaso, tudo será amarrado em um final surpreendente. O mais surpreendente que já li. Por isso, não leia nenhum spoiler de Mentirosos. Porque o final é um soco no estômago.

Em Mentirosos vamos conhecer os Sinclairs, uma família rica e poderosa. Cujos membros são lindos, atléticos e perfeitos (pelo menos aos olhos da maioria das pessoas). Mas, por trás de todo verniz há uma realidade nada bonita.

Logo no início da leitura nos deparamos com a narradora, a jovem Cadence Sinclair Eastman; e, observamos que ela está psicologicamente traumatizada e perturbada. E, acima de tudo, muito confusa.

 

“Eu era loira, mas meu cabelo agora está preto.

Eu era forte, mas agora sou fraca.

Eu era bonita, mas agora pareço doente.” (Pág. 14)

 

O Patriarca da família, avô da Cadence, tem uma ilha e construiu uma casa para cada uma de suas três filhas. E, é lá, na Ilha Beechwood, que a família Sinclair passa todos os verões. Os três adolescentes da família têm a mesma idade, Kady (Cadence) só é três semanas mais velhas que um deles. Os três primos formam um grupo muito unido em todos os verões; mas, no verão dos oito (o verão é intitulado pela idade que eles completam naquele anos) o trio torna-se um quarteto com a chegada do indiano Gat a ilha. Assim surge o grupo Os Mentirosos, formado por: Cadende, Johnny, Mirren e Gat.

 

“Gat, Mirren, Johnny e eu. A família se refere a nós quatro como os Mentirosos, e é provável que mereçamos. Temos quase a mesma idade, e todos fazemos aniversário no outono. Quase todos os anos causamos

problemas na ilha.” (Pág. 18)

 

Algo aconteceu no verão dos quinze. Cadence foi encontrada na areia da praia com poucas roupas e um ferimento na cabeça; porém, ela não lembra de quase nada naquele verão, muito menos do acidente. E, após o acidente a jovem passou a ter dores de cabeça terríveis. Além das dores físicas, o estresse psicológico dela é muito alto, porque além de não lembrar do que houve, os seus amigos queridos, os Mentirosos, não a procuram mais e nem responderam cartas e e-mails que ela envia. Nem ao menos Gat fez nenhum contato. No verão dos quinze ela e Gat estavam apaixonados. Passados dois anos do fatídico verão, Cadence não encontra outra forma de tentar descobrir o que aconteceu – ela decide voltar à ilha no verão dos dezessete. Os Mentirosos se encontram novamente, mas parece que ninguém quer conversar sobre o verão dos quinze. E, Cadence irá sofrer sozinha ao tentar desvendar o mistério.

Com uma escrita poética e intrigante este thriller psicológico é viciante. E mesmo pessoas como eu, que costumam acertar os finais dos livros, ficarão embasbacadas com o desfecho e a inteligência da autora, pois o final nos deixa sem ar.

 

Por. Silmara Rocha